Acho que a maior e última fronteira a ser superada por nós brasileiros somos nós mesmos. O Brasil tem tudo para ser grande, mas ainda precisamos melhorar nossa auto estima, e assim ocupar nosso lugar no mundo. O cientista Miguel Nicolelis faz uma palestra emocionante, e nos inspira a ir além da risca de giz que nos limita... um convite ao triunfo como indivíduos e como nação.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
VIAGEM PIRI
Viagem para Piri, Sai domingo 6h e cheguei no meu destino às 18:30. Foi bem cansativo o sol estava hiper. Saindo de Gyn, de longe avistei uma bike speed, que sempre mantinha uma boa distância a minha frente. Por fim acabei alcançando-a, e fiquei meio surpreso ao ver que o "atleta" que imprimia aquele ritmo forte era na verdade um homem ja maduro. Ficamos amigos, e ele se animou em me seguir até Terezópolis. Chegando a Anápolis minha corrente quebrou... Por sorte, no momento o um casal de bikers estava passando no local e me deram apoio.
Como vinha de uma temporada sem pedalar, senti bastante as subidas fortes que tive que enfrentar debaixo de sol escaldante. Descobri vários lugares interessantes para camping pelo caminho.
Em Piri, passei uma noite sofrida, muito quente, e o barato ficou caro, pois o lugar que passei a noite não tinha o mínimo conforto. No outro dia, aproveitei ao máximo o rio que corta a cidade, junto a ponte.
Ás 17h peguei onibus para Anápolis. Chegando em Anápolis descobri que só tem transporte semi-urbano, com ônibus de uma porta só. Tive que negociar o tranporte da bike, e tive que desmontar as rodas para passa-la pela catraca. Dentro do ônibus muitos jovens que vinham de piri. Tinha três moças, uma delas vestida de arlequim. Estavam voltando de uma festa, onde elas trabalharam como animadoras.
Desembarcando na rodoviaria de Gyn, pedalei pela noite quente até chegar em casa... Foi um pedal alucinado, rápido, e muito gostoso. Aquele esgotamento que traz renovo em seguida... foi isso que esta viagem me proporcionou.
Como vinha de uma temporada sem pedalar, senti bastante as subidas fortes que tive que enfrentar debaixo de sol escaldante. Descobri vários lugares interessantes para camping pelo caminho.
Em Piri, passei uma noite sofrida, muito quente, e o barato ficou caro, pois o lugar que passei a noite não tinha o mínimo conforto. No outro dia, aproveitei ao máximo o rio que corta a cidade, junto a ponte.
Ás 17h peguei onibus para Anápolis. Chegando em Anápolis descobri que só tem transporte semi-urbano, com ônibus de uma porta só. Tive que negociar o tranporte da bike, e tive que desmontar as rodas para passa-la pela catraca. Dentro do ônibus muitos jovens que vinham de piri. Tinha três moças, uma delas vestida de arlequim. Estavam voltando de uma festa, onde elas trabalharam como animadoras.
Desembarcando na rodoviaria de Gyn, pedalei pela noite quente até chegar em casa... Foi um pedal alucinado, rápido, e muito gostoso. Aquele esgotamento que traz renovo em seguida... foi isso que esta viagem me proporcionou.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
LÁGRIMAS NO PARQUE
Depois de um dia cheio, decidi fazer caminhar minha solidão pelo parque areião. Como de costume preferi a trilha mais fechada, em busca do ar mais puro. Eu caminhava cabisbaixo, os sentidos afluíam para o barulho de uma sirene que soava na cidade lá fora. Foi quando estremeci com a presença daquela mulher sentada no chão, no meio do trieiro. Tive um segundo susto ao perceber que era uma noiva, toda vestida de branco. Ela permanecia sentada, imóvel, com a cabeça encaixada entre os joelhos, deixando livre seu longo e volumoso cabelo castanho.
No automático, dei alguns passos, desviando-me dela lentamente e me esforçando para seguir caminho... mas não resisti, voltei-me e guardando distancia estendi a mão:
- Olá, você você está legal?
-Moça, você precisa de ajuda? insisti.
Depois de alguns segundos ela levantou o pescoço, e sem olhar em minha direção balançou a cabeça negativamente e começou a chorar. A maquiagem enegrecida escorria pelo branco do vestido, que se iluminava com minúsculas manchas de sol que penetravam através das folhas das árvores.
Me desculpei e toquei levemente seu ombro desnudo e frio. Ela me encarou, e ao perceber a palidez de sua pele recuei. Era perturbador, mas eu não conseguia me mover dali. Ela enxugou o rosto com o vestido, e sacudiu o cabelo, livrando sua face alva, revelando a beleza de sua pouca idade.
-Você tem horas? perguntou com voz tremula.
-Umas quatro e meia, acho.
-Não se preocupe comigo... pode ir, ficarei bem...
-Hum... uma noiva como você não deveria estar aqui, deveria?
-Não, nem aqui nem em lugar nenhum... que merda. Disse em prantos e em seguida liberou o peso de seu corpo, caindo lentamente sobre as folhas secas.
Me apressei em toma-la nos braços, tentando levanta-la. Ela se refez e me empurrou com o cotovelo.
Não avistei nenhum sangue no vestido, apenas formigas que caminhavam desorientadas transitando entre o tecido e a pele.
Ela se enlaçou com os próprios braços e começou a balbuciar... parecia rezar.... ou recitava algo. Senti calafrios
Vou procurar ajuda... disse eu, caminhando de costas lentamente.
Corri por algum tempo até chegar na área de convivência do parque onde avistei um guarda.
Ofegante, pedi socorro a ele, sem conseguir contar o que tinha visto... apenas dei a entender que alguém estava em perigo. Ele me acompanhou, mas para meu desespero, não encontramos nada. a jovem havia desaparecido. O guarda, me ordenou que aguardasse, e telefonou pedindo reforços. Enquanto ele examinava o local me embrenhei no mato e fugi exausto, tropeçando em mim mesmo.
No outro dia, vi a extensa matéria no jornal. o corpo de Berenice foi encontrado algumas horas depois, junto a uma área pantanosa do bosque. O jornal informou que Berenice fugira de casa dias antes, levando apenas a roupa do corpo e uma caixa com o vestido de noiva que pertencia a sua mãe. A garota se escondeu no bosque por dias, a espera de Eduardo, seu professor de espanhol que nunca apareceu.
No automático, dei alguns passos, desviando-me dela lentamente e me esforçando para seguir caminho... mas não resisti, voltei-me e guardando distancia estendi a mão:
- Olá, você você está legal?
-Moça, você precisa de ajuda? insisti.
Depois de alguns segundos ela levantou o pescoço, e sem olhar em minha direção balançou a cabeça negativamente e começou a chorar. A maquiagem enegrecida escorria pelo branco do vestido, que se iluminava com minúsculas manchas de sol que penetravam através das folhas das árvores.
Me desculpei e toquei levemente seu ombro desnudo e frio. Ela me encarou, e ao perceber a palidez de sua pele recuei. Era perturbador, mas eu não conseguia me mover dali. Ela enxugou o rosto com o vestido, e sacudiu o cabelo, livrando sua face alva, revelando a beleza de sua pouca idade.
-Você tem horas? perguntou com voz tremula.
-Umas quatro e meia, acho.
-Não se preocupe comigo... pode ir, ficarei bem...
-Hum... uma noiva como você não deveria estar aqui, deveria?
-Não, nem aqui nem em lugar nenhum... que merda. Disse em prantos e em seguida liberou o peso de seu corpo, caindo lentamente sobre as folhas secas.
Me apressei em toma-la nos braços, tentando levanta-la. Ela se refez e me empurrou com o cotovelo.
Não avistei nenhum sangue no vestido, apenas formigas que caminhavam desorientadas transitando entre o tecido e a pele.
Ela se enlaçou com os próprios braços e começou a balbuciar... parecia rezar.... ou recitava algo. Senti calafrios
Vou procurar ajuda... disse eu, caminhando de costas lentamente.
Corri por algum tempo até chegar na área de convivência do parque onde avistei um guarda.
Ofegante, pedi socorro a ele, sem conseguir contar o que tinha visto... apenas dei a entender que alguém estava em perigo. Ele me acompanhou, mas para meu desespero, não encontramos nada. a jovem havia desaparecido. O guarda, me ordenou que aguardasse, e telefonou pedindo reforços. Enquanto ele examinava o local me embrenhei no mato e fugi exausto, tropeçando em mim mesmo.
No outro dia, vi a extensa matéria no jornal. o corpo de Berenice foi encontrado algumas horas depois, junto a uma área pantanosa do bosque. O jornal informou que Berenice fugira de casa dias antes, levando apenas a roupa do corpo e uma caixa com o vestido de noiva que pertencia a sua mãe. A garota se escondeu no bosque por dias, a espera de Eduardo, seu professor de espanhol que nunca apareceu.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
EM MEMÓRIA
Planos frágeis, nó que se parte
Surpresa, espanto e pensamentos... sonho?
Habitas agora no pó da memória, que lentamente se dissolve por ser pó em mim
Não há lágrimas, apenas lembranças... quase sonho.
(Em memória a dois joves que partiram para sempre)
Surpresa, espanto e pensamentos... sonho?
Habitas agora no pó da memória, que lentamente se dissolve por ser pó em mim
Não há lágrimas, apenas lembranças... quase sonho.
(Em memória a dois joves que partiram para sempre)
sábado, 31 de julho de 2010
ÚLTIMAS
Uma boa notíca. dia 11 de agosto irei para Teresina. Vou visitar uma das maiores fábricas de bicicletas da américa latina. Esse foi um bom presente de aniversário pra mim. Claro que vou contar tudo aqui, quando voltar.
Um grande achado recente foi os livros escritos pela Lygia Bojunga. Tenho pesquisado literatura para crianças, e ela é uma fonte mais que necessária. Um texto rico, muito rico. Ela prova que tem como ser profundo e inteligente em textos para crianças. Ela aborda assuntos complexos, como suicídio, paixões, infidelidade conjugal, estupro, morte, etc. Ou seja, é uma autentica artista, que não tem medo de se pronunciar, mesmo para o público infantil.
As vezes me aborrecia com essa idéia achatada de que temos que ocultar tudo das crianças, só mostrando a elas o ladinho cor de rosa da vida. Não dá pra ser assim, a criança tem que ser confrontada com a vida. Claro que tudo deve ser colocado com sensibilidade, mas deve ser dito.
O livro que estou lendo da Lygia, é "Os colegas". Nele, existe uma clara crítica a ditatura militar que estava rolando na época. Existe muito humor e lirismo, e também vários conflitos psicológicos que pegam de cheio até o leitor mais maduro.
Um grande achado recente foi os livros escritos pela Lygia Bojunga. Tenho pesquisado literatura para crianças, e ela é uma fonte mais que necessária. Um texto rico, muito rico. Ela prova que tem como ser profundo e inteligente em textos para crianças. Ela aborda assuntos complexos, como suicídio, paixões, infidelidade conjugal, estupro, morte, etc. Ou seja, é uma autentica artista, que não tem medo de se pronunciar, mesmo para o público infantil.
As vezes me aborrecia com essa idéia achatada de que temos que ocultar tudo das crianças, só mostrando a elas o ladinho cor de rosa da vida. Não dá pra ser assim, a criança tem que ser confrontada com a vida. Claro que tudo deve ser colocado com sensibilidade, mas deve ser dito.
O livro que estou lendo da Lygia, é "Os colegas". Nele, existe uma clara crítica a ditatura militar que estava rolando na época. Existe muito humor e lirismo, e também vários conflitos psicológicos que pegam de cheio até o leitor mais maduro.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
DROGBA
Polêmico em campo, Drogba tem vida discreta fora dele, investe em caridade e ajuda a pacificar a Costa do Marfim
DOS ENVIADOS A JOHANNESBURGO
Existem hoje jogadores melhores do que Didier Drogba, 32. Mas é difícil o futebol atual ter alguém tão interessante fora de campo quanto o atacante da Costa do Marfim, adversária do Brasil hoje.
Em tempos de pregação religiosa nos gramados, atletas apolíticos, escândalos sexuais e muita opulência, o jogador do Chelsea esbanja tolerância religiosa, envolve-se em questões políticas, tem uma vida pessoal "normal" e faz caridade com o próprio dinheiro, não só emprestando seu prestígio pessoal.
No ano passado, Drogba acertou contrato de patrocínio com a Pepsi de cerca de US$ 4,5 milhões. O dinheiro foi todo para a construção de um hospital em Abidjã, a principal cidade da Costa do Marfim. A obra deve ficar pronta no ano que vem e hoje é a prioridade do atacante.
"Visitei um hospital em Abidjan e fiquei chocado com as condições terríveis. Nós ouvimos coisas sobre doenças horríveis, mas os garotos que estavam ali morriam de diabete porque não havia insulina disponível", disse Drogba à imprensa inglesa quando da decisão de investir na construção do hospital, que terá 200 leitos.
O marfinense ainda é embaixador da ONU, função em que tem como prioridade a divulgação de campanhas contra a Aids -em uma delas tem como parceiro Bono Vox, vocalista da banda irlandesa de rock U2.
O atacante também faz ações contra o racismo.
Drogba teve papel importante na pacificação da Costa do Marfim após guerra civil que devastou o país africano.
Quando o país se classificou para sua primeira Copa, a da Alemanha-2006, após jogo contra o Sudão, Drogba procurou as câmeras que filmavam o jogo e mandou recado aos compatriotas, então divididos entre cristãos e muçulmanos e norte e sul.
E fez um discurso que foi repetido por anos e virou célebre em seu país.
"Povo da Costa do Marfim, por favor coloque suas armas no chão, organize eleições, e as coisas vão ficar melhores", declarou o atacante, que forçou o presidente do país a marcar jogo da seleção na região Norte, onde estavam seus opositores.
Com esse perfil, Drogba foi incluído na última lista da revista "Time" que aponta as cem pessoas mais importantes do mundo. Foi um dos escolhidos para estar na capa e também era o único jogador de futebol relacionado.
Intimidade com a fotografia não é novidade para o atacante. Ele posou de cueca para ensaio da revista "Vanity Fair". Apareceu na capa ao lado de Cristiano Ronaldo, o que teria provocado ciúme no atacante português.
Sobram empresas interessadas em patrocinar Drogba. Além da imagem de ativista social, conta a seu favor o fato de não ser personagem de escândalos sexuais, bastantes comuns no futebol inglês.
Drogba é casado há quase dez anos com mulher nascida no Mali, que conheceu em Paris. Com Alla, muçulmana, tem quatro filhos.
(EDUARDO ARRUDA, MARTÍN FERNANDEZ, PAULO COBOS E SÉRGIO RANGEL-FOLHA DE SÃO PAULO)
DOS ENVIADOS A JOHANNESBURGO
Existem hoje jogadores melhores do que Didier Drogba, 32. Mas é difícil o futebol atual ter alguém tão interessante fora de campo quanto o atacante da Costa do Marfim, adversária do Brasil hoje.
Em tempos de pregação religiosa nos gramados, atletas apolíticos, escândalos sexuais e muita opulência, o jogador do Chelsea esbanja tolerância religiosa, envolve-se em questões políticas, tem uma vida pessoal "normal" e faz caridade com o próprio dinheiro, não só emprestando seu prestígio pessoal.
No ano passado, Drogba acertou contrato de patrocínio com a Pepsi de cerca de US$ 4,5 milhões. O dinheiro foi todo para a construção de um hospital em Abidjã, a principal cidade da Costa do Marfim. A obra deve ficar pronta no ano que vem e hoje é a prioridade do atacante.
"Visitei um hospital em Abidjan e fiquei chocado com as condições terríveis. Nós ouvimos coisas sobre doenças horríveis, mas os garotos que estavam ali morriam de diabete porque não havia insulina disponível", disse Drogba à imprensa inglesa quando da decisão de investir na construção do hospital, que terá 200 leitos.
O marfinense ainda é embaixador da ONU, função em que tem como prioridade a divulgação de campanhas contra a Aids -em uma delas tem como parceiro Bono Vox, vocalista da banda irlandesa de rock U2.
O atacante também faz ações contra o racismo.
Drogba teve papel importante na pacificação da Costa do Marfim após guerra civil que devastou o país africano.
Quando o país se classificou para sua primeira Copa, a da Alemanha-2006, após jogo contra o Sudão, Drogba procurou as câmeras que filmavam o jogo e mandou recado aos compatriotas, então divididos entre cristãos e muçulmanos e norte e sul.
E fez um discurso que foi repetido por anos e virou célebre em seu país.
"Povo da Costa do Marfim, por favor coloque suas armas no chão, organize eleições, e as coisas vão ficar melhores", declarou o atacante, que forçou o presidente do país a marcar jogo da seleção na região Norte, onde estavam seus opositores.
Com esse perfil, Drogba foi incluído na última lista da revista "Time" que aponta as cem pessoas mais importantes do mundo. Foi um dos escolhidos para estar na capa e também era o único jogador de futebol relacionado.
Intimidade com a fotografia não é novidade para o atacante. Ele posou de cueca para ensaio da revista "Vanity Fair". Apareceu na capa ao lado de Cristiano Ronaldo, o que teria provocado ciúme no atacante português.
Sobram empresas interessadas em patrocinar Drogba. Além da imagem de ativista social, conta a seu favor o fato de não ser personagem de escândalos sexuais, bastantes comuns no futebol inglês.
Drogba é casado há quase dez anos com mulher nascida no Mali, que conheceu em Paris. Com Alla, muçulmana, tem quatro filhos.
(EDUARDO ARRUDA, MARTÍN FERNANDEZ, PAULO COBOS E SÉRGIO RANGEL-FOLHA DE SÃO PAULO)
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